Missão: A diretoria Nacional das Mulheres Episcopais Anglicanas do Brasil (UMEAB), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, é o órgão de integração das Diretorias Diocesanas da entidade e/ou lideranças do trabalho feminino, em nível de diocese.

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Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Atualizado: 4 dias 11 horas atrás

IEAB se faz representar na Missão Ecumênica ao Oeste Baiano

ter, 2019-10-08 14:52
O Bispo Francisco de Assis da Silva, da Diocese Sul Ocidental, a convite do bispo Primaz e da CESE, representou a IEAB, durante os dias 3 a 5, na caravana ecumênica ao Oeste da Bahia para acompanhar de perto a grave situação a que estão submetidas as populações tradicionais geraizeiras que estão em luta por dignidade e direitos em direto conflito com o agronegócio e com empreendimentos hidroelétricos. O programa da Missão Ecumênica, como é chamada a caravana, incluiu uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Barreiras, com a presença de diversas autoridades e representantes de Igrejas, Organismos Ecumênicos e movimentos sociais. Nesta audiência, os relatos expuseram de forma inequívoca a situação de grave violação dos direitos das populações tradicionais e violações ambientais gravíssimas. No dia seguinte, a Missão foi dividida em grupos para visitar localmente as comunidades nas cidades de  Correntina, Serra Dourada e São Desidério e foi possível constatar os danos ambientais, emocionais e se ouviu relatos que só demonstram a perversidade com que o capital trata as pessoas que lutam em manter um modo de produção que respeita o meio ambiente e se caracteriza pelo modo solidário de produção e uso dos recursos naturais. Após estas visitas, a Missão realizou uma grande celebração na cidade de Correntina, de caráter inter-religioso, onde se fez a memória do/as mártires da defesa do Cerrado e se proclamou uma carta de solidariedade que será traduzida e partilhada com toda a comunidade inter-religiosa nacional e internacional, para ampliar a rede de solidariedade aos irmãos e irmãs que vivem uma constante ameaça à sua integridade e à integridade de seu território. A Missão foi coordenada pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT) que realizou esta Missão Ecumênica sob o lema “Pelas Águas dos Cerrados da Bahia”.

Envie uma proposta de Tema ou Lema para a CFE 2021

qua, 2019-10-02 09:19
Em 2021, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) promoverá mais uma edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE). A ação reunirá todas as igrejas-membro do CONIC (veja quais são), membros fraternos, regionais e demais coletivos. Uma das características da CFE é seu caráter participativo e plural. Todas os grupos, pastorais, comunidades e pessoas de diferentes expressões de fé identificadas com o testemunho cristão em favor da justiça, da misericórdia e do diálogo são convidadas a se integrar na CFE. Por isso, gostaríamos muito de conhecer a sua opinião sobre Tema e Lema da nova CFE. Já temos algumas dicas, por exemplo, a reflexão sobre Educação para a paz em um Mundo Multirreligioso – documento do Conselho Mundial de Igrejas (CMI). No entanto, podem ser outras possibilidades… Daí a importância de sabermos a opinião e o desejo de cada um e cada uma de vocês. Como sugerir Tema ou Lema? É muito simples: Basta encaminhar a sugestão para comunicacao@conic.org.br com nome e sobrenome (ou indicando a igreja, organismo ecumênico, grupos de base, movimento…). Depois disso é só aguardar a confirmação de envio (confirmaremos todos). Obs.: Lema é sempre um versículo bíblico de apoio ao Tema. Prazo: 19 de outubro.

Reverenda Elineide participa do II Encontro Nacional da Rede de Diaconia

ter, 2019-09-17 15:57
Nos dias 16 a 18 de setembro de 2019, aconteceu o ll Encontro Nacional da Rede de Diaconia, foi convidada da Fundação Luterana de Diaconia, a Reverenda Elineide Ferreira Oliveira que participou do encontro a partir do contato e amizade com o facilitador da “Nem tão doce lar” Rogério Aguiar, que aplicou a metodologia da Oficina por dois anos consecutivos em Ariquemes para formação, sensibilização da rede local de enfrentamento a violência contra a mulher, do qual a Casa Noeli  que é um serviço Diaconal da IEAB está inserida, este convite foi para partilhar da experiência em  ação concreta do serviço diaconal da Igreja no enfrentamento a violência doméstica. O painel que a reverenda participou, com João Klug, historiador e professor na UFSC, em Florianópolis com o tema “Desafios da diaconia frente ao contexto brasileiro”,  abordou pontos cruciais da importância do fortalecimento diaconal ante ao cenário da permissividade de tudo que viola direitos, o tema abordado pela clériga foi “Superação da violência doméstica e familiar” com o relato da experiência da Casa Noeli. Texto: Elineide F. Oliveira Edição: Nilo Junior

Pastoral Letter from the House of Bishops

qui, 2019-08-29 11:26
Creation itself will be set free from its bondage to decay and will obtain the freedom of the glory of the children of God. We know that the whole creation has been groaning in labor pains until now. (Romans 8.21-22) We are facing the worst wave of fires in Brazil in seven years. For more than two weeks the Amazon Forest has been on fire, burnt by greed and hatred. In 2019 only the Amazon suffers from 52.5% of fire outbreaks in Brazil. It is worth noticing that a rise in fires happened soon after the president of the republic criticized INPE (National Institute for Space Research) and dismissed its coordinator when the institute warned that an increase (more than 80%) in forest fires in Brazil between January and August this year, if compared to the same period last year. Those fires in the Amazon are not the result of drought, nor the result of natural hazards. Those are actions orchestrated by people representing agribusiness, land grabbers and prospectors encouraged by the president’s irresponsible speeches and statements. He argued that Ibama (the National Institute for the Environment) was a tax industry, and said his government would not regulate any more natural or indigenous reserves. He also constantly mentions that intends to allow mining and digging in such reserves. He claims environmental discourse is “vegan stuff” and that it delays the country’s progress. The burning in the Amazon is also the result of a government policy that seeks to scrap and dismantle Socio-Environmental policies and Environmental protection agencies. This year, the Ministry of Environment suffered a R$ 187 million cut and Ibama suffered a R$ 89 million cut. As a result of this scenario, we have watched flames consume part of the forest that contains the greatest biological and cultural diversity of the planet. Flames have reached the triple border between Brazil, Bolivia and Paraguay, consuming thousands of hectares of vegetation, carbonizing fauna and flora, and violating rights of indigenous peoples, caboclos and quilombola communities. The president has been silent. His ironic attitude towards what is happening in the Amazon, as a means of minimizing consequences of forest fires, coupled with the attempt to hold environmental protection NGOs responsible constitute a systematic strategy of a death government resulting in a huge catastrophe and the unprecedented devastation of part of the Amazon biome. As Anglican Christians, we cannot be silent. We must reclaim the Anglican Marks of Mission we affirm though our Baptismal Covenant and commit to strive to safeguard the integrity of creation, transform the unjust structures of society and challenge violence of every kind, respecting the dignity of every human being and seeking peace and reconciliation. The House of Bishops of the Church Episcopal Anglican of Brazil repudiates our current government’s actions. We urge our people to pray for the Amazon, to bear witness to their faith and denounce all disrespectful actions towards the environment and society. We must affirm life by promoting human dignity, justice, peace, social and environmental preservation as signs and fruits of Christ’s commandment to love God and one another. “Breath of life, who bore in your womb all created order, teach us to respect all creatures, as witnesses to the Gospel, which encourages us to fight for the preservation of nature, restoring the dream of Eden and perfecting what you have given us as a gift. In the name of Jesus Christ, we present our prayers. Amen.” (Collect for Environmental Responsibility – 2015 Brazilian Book of Common Prayer, page 520) House of Bishops Bishop Naudal Alves Gomes, Anglican Diocese of Paraná e Primaz Bishop Maurício Andrade, Anglican Diocese of Brasília IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL Pastoral Letter from the House of Bishops Bishop Renato Raazt, Anglican Diocese of Pelotas Bishop Francisco de Assis da Silva , Southwestern Brazil Diocese Bishop Humberto Maiztegui , Southern Brazil Diocese Bishop João Câncio Peixoto, Anglican Diocese of Recife Bishop Eduardo Coelho Grillo, Anglican Diocese of Rio de Janeiro Bishop Marinez Rosa dos Santos Bassotto, Anglican Diocese of the Amazon Bishop Clóvis Erly Rodrigues, Emeritus Bishop Almir dos Santos, Emeritus Bishop Celso Franco, Emeritus Bishop Jubal Pereira Neves, Emeritus Bishop Orlando Oliveira, Emeritus Bishop Filadelfo de Oliveira, Emeritus Bishop Saulo de Barros, Emeritus

Mensagem Pastoral da Câmara Episcopal

qua, 2019-08-28 14:31
A criação abriga a esperança, pois ela também será liberta da escravidão da corrupção para participar da liberdade e da glória dos filhos e filhas de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como que dores de parto até o presente dia. ( Romanos 8.21-22) Estamos enfrentando a pior onda de incêndios no Brasil em sete anos. Há mais de duas semanas nossa Amazônia arde em chamas, inflamada pela ganância e pelo ódio. Em 2019 a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas do Brasil, chama a atenção que essas queimadas tenham aumentado logo após o presidente da república criticar o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e demitir seu coordenador porque o instituto alertou para o aumento superior a 80% no número de incêndios florestais no Brasil, entre janeiro e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os incêndios na Amazônia não são fruto do período de estiagem na região, não são resultado da ação da própria natureza, tratam-se de ações orquestradas por pessoas representantes do agronegócio, por grileiros e garimpeiros incentivados pelo discurso irresponsável do presidente da república e suas afirmações inconsequentes de que o Ibama é uma indústria de multas, que em seu governo não mais serão demarcadas áreas de proteção ambiental ou reservas indígenas, que deseja abrir áreas protegidas para a exploração, mineração e garimpo, que discurso ambiental é “coisa de vegano” e que atrasa o país. As queimadas na Amazônia são também resultado de uma política de governo que busca o sucateamento e desmonte das Políticas Socioambientais e das instâncias de proteção ambiental com um corte de 187 milhões de reais para o ministério do Meio Ambiente e de 89 milhões para o Ibama; Como resultado desta conjuntura assistimos estarrecidos as labaredas consumirem parte da floresta que contém a maior diversidade biológica e cultural do planeta, as chamas atingiram a tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai, consumindo milhares de hectares de vegetação, carbonizando nossa fauna e flora, somando-se a isso a violação de direitos e morte das populações indígenas, e o sofrimento das comunidades ribeirinhas e quilombolas. O silêncio da presidência da república, as ironias sobre a situação da Amazônia, a intenção de minimizar as consequências das queimadas criminosas e a tentativa de responsabilizar as ONGs de proteção ambiental configuram uma estratégia sistemática de um governo de morte resultando em uma enorme catástrofe e na devastação sem precedentes de parte do bioma Amazônia. Como pessoas cristãs anglicanas não podemos nos calar e queremos reafirmar as Marcas Anglicanas da Missão proferidas no momento de nossa Aliança Batismal e com elas reassumir o compromisso de lutar para salvaguardar a integridade da criação e de transformar as estruturas injustas da sociedade, desafiando toda sorte de violência, respeitando a dignidade de toda pessoa humana e buscando a paz e a reconciliação. E como Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil repudiamos as ações do atual governo, e conclamamos nosso povo a orar pela Amazônia, a testemunhar por palavras e obras a fé que professam, a denunciar todas as atitudes de desrespeito socioambiental e a viver o compromisso com a Cultura da Vida no resgate da dignidade, da justiça, da paz e da preservação socioambiental como sinais e frutos da vivência do amor segundo o mandamento de Cristo. “Sopro de vida, que gestaste em teu ventre toda a ordem criada, ensina-nos a respeitar todas as criaturas, em testemunho vivo do Evangelho, que nos instiga a lutar pela preservação da natureza, restaurando o ideal do Éden e a perfeição daquilo que nos deste como presente. Em nome de Jesus Cristo, entregamos nossas orações. Amém”  (Coleta Pela Responsabilidade Ambiental – Livro de Oração Comum, pág. 520) Câmara Episcopal Bispo Naudal Alves Gomes, Diocese Anglicana do Paraná e Primaz Bispo Maurício Andrade, Diocese Anglicana de Brasília Bispo Renato Raazt, Diocese Anglicana de Pelotas Bispo Francisco de Assis da Silva , Diocese Sul- Ocidental Bispo Humberto Maiztegui , Diocese Meridional Bispo João Câncio Peixoto, Diocese Anglicana de Recife Bispo Eduardo Coelho Grillo, Diocese Anglicana do Rio de Janeiro Bispa Marinez Rosa dos Santos Bassotto, Diocese Anglicana da Amazônia Bispo Clóvis Erly Rodrigues, Emérito Bispo Almir dos Santos, Emérito Bispo Celso Franco, Emérito Bispo Jubal Pereira Neves, Emérito Bispo Orlando Oliveira, Emérito Bispo Filadelfo de Oliveira, Emérito Bispo Saulo de Barros, Emérito

Anglicanos e anglicanas participam da Marcha das Margaridas

qua, 2019-08-14 22:22

foto: Divulgação / Bispo Maurício, Diocese Anglicana de Brasília participa da Marcha

A Marcha das Margaridas caminha para sua 6ª. marcha, nesta quarta feira 14 de agosto, através de mais uma ação coletiva, da qual participaram mulheres, crianças e homens, que propõe a construção de um Brasil sem violências, e onde sejam respeitadas a democracia e a soberania popular. Membros e membras de nossa Igreja participaram da Marcha em Brasília este ano.

Por meio de um processo colaborativo de construção nos âmbitos municipais, estaduais e nacional, a organização da Marcha das Margaridas 2019 envolveu a participação de trabalhadoras do campo, da floresta, das águas, e contou com o apoio de trabalhadoras urbanas, ativistas e lideranças de movimentos sociais.

A Plataforma Política da 6ª. Marcha das Margaridas, organizadas em 10 eixos, trouxe reflexões importantes, imprescindíveis e urgentes de serem abordadas e enfrentadas. Questões que refletem a conjuntura e a estrutura dos problemas sociais, econômicos e políticos da nossa sociedade brasileira.

A Marcha das Margaridas 2019 vem denunciar o aumento da violência a partir do aumento das desigualdades sociais que estamos vivenciando, pautadas nas relações de classe, gênero e raça, bem como o desmonte e as violações dos nossos direitos sociais, que viemos conquistando com muita luta e suor desde o final da década de 1980 e início de 1990, com a instituição do Estado Democrático de Direitos.

A 6ª. Marcha das Margaridas denuncia ainda o corte no orçamento de incentivo à produção de alimentos, e de Políticas Públicas como as de Assistência Social, Saúde, Educação e Moradia.

Texto partilhado por: Jacinta Chaves. Diocese Anglicana de Brasília

Fotos: Divulgação/Redes sociais

Dia Internacional dos Povos Indígenas

dom, 2019-08-11 21:12
Dizer que “um dia” dedicado aos Povos Indígenas é uma forma de mitigar ou minimizar nossas consciências ocidentais europeias com respeito à dívida histórica e irreparável do sangue derramado desses povos é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto. Já não basta o fatídico “dia do índio”, no qual pintam a cara das crianças, põem penas em seus cabelos (compradas num mercado que explora animais) e desfilam como dentro de um espírito bizarro.  De brincadeiras assim, (ainda que inocentes) nossos irmãos donos da terra já estão cheios. Estão cheios de serem tratados como museus, lembranças do passado ou mesmo como fósseis de uma sociedade que deveria ser extinta. Dedicar um dia aos Povos Indígenas é atestar nosso fracasso com respeito ao que é mais sagrado: o respeito às nossas origens. Se até hoje o brasileiro tem dificuldades de se ver como brasileiro, é porque nossas origens são negadas, como se fôssemos filhos diletos da marinha europeia. Se é preciso lembrar, é porque sempre foi esquecido, nunca foi ninguém. Ser ninguém é a única coisa que nossos antepassados estão cheios. É preciso ir além disso. É preciso ir além de uma data vermelha no calendário. É preciso identificação com esses irmãos e irmãs que historicamente foram considerados peças de museu ou simplesmente folclore brasileiro. É preciso ter um sentimento de brasileiridade, mais do que idolatrar a bandeira nacional.  É preciso ser nacionalista, não ao “brasil trumpista”, mas ao Brasil-Brasil. É preciso saber reconhecer os verdadeiros latifundiários, ou seja, os verdadeiros donos dessas terras tupiniquins. Nos verdadeiros latifundiários, não existia fome, não existia falta de terra, nem sem terra. Na época em que Iñandejara governava os céus e a terra, não havia carestia, não havia miséria, não havia armas de fogo, não havia índios. Menos ainda, existia um “Deus acima de todos”, pois Iñandejara estava “junto” de todos. Haviam, de fato, brasileiros…. Aproveito esse grito para solidarizar com os povos Kaiowá, Guarani, Kinikinau e Terenas, que são nações originais do Mato Grosso do Sul. Agradeço a eles por terem cuidado tão bem dessa terra que hoje, com tanta facilidade destruo dia pós dia. Agradeço por terem conservado as águas, as matas e os animais que são atropelados no Lago do Amor. Esses são meus avós, tataravós que, dia pós dia, estão sendo esquecidos pelo cano da bala, pela difamação, pela desapropriação egoísta, pelo crescimento da economia. Pois eles atrasam a economia do país, eles são culpados pela miséria dessa nação, são violentos, preguiçosos, e fazem arruaça. Nós, da Paróquia da Inclusão – IEAB, aproveitamos esse dia para dizer Não as barbaridades que esses povos tem sofrido em nosso Estado. É inaceitável o modo como os verdadeiros latifundiários desse país são tratados: a base de bíblia e de bala. Queremos conclamar as autoridades públicas que sejam mais firmes contra as violências praticadas a esses povos. E dizer que é uma vergonha ser cristão, se sob esse título não estiver uma profunda identificação com nossos avós, tios, tataravós, etc. Em tempos como os nossos, não precisamos de bíblias, precisamos que Iñanderu volte e reine novamente sobre a terra!

Dizer que “um dia” dedicado aos Povos Indígenas é uma forma de mitigar ou minimizar nossas consciências ocidentais europeias com respeito à dívida histórica e irreparável do sangue derramado desses povos é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto. Já não basta o fatídico “dia do índio”, no qual pintam a cara das crianças, põem penas em seus cabelos (compradas num mercado que explora animais) e desfilam como dentro de um espírito bizarro.  De brincadeiras assim, (ainda que inocentes) nossos irmãos donos da terra já estão cheios. Estão cheios de serem tratados como museus, lembranças do passado ou mesmo como fósseis de uma sociedade que deveria ser extinta.Dedicar um dia aos Povos Indígenas é atestar nosso fracasso com respeito ao que é mais sagrado: o respeito às nossas origens. Se até hoje o brasileiro tem dificuldades de se ver como brasileiro, é porque nossas origens são negadas, como se fôssemos filhos diletos da marinha europeia. Se é preciso lembrar, é porque sempre foi esquecido, nunca foi ninguém. Ser ninguém é a única coisa que nossos antepassados estão cheios.É preciso ir além disso. É preciso ir além de uma data vermelha no calendário. É preciso identificação com esses irmãos e irmãs que historicamente foram considerados peças de museu ou simplesmente folclore brasileiro. É preciso ter um sentimento de brasileiridade, mais do que idolatrar a bandeira nacional.  É preciso ser nacionalista, não ao “brasil trumpista”, mas ao Brasil-Brasil.

É preciso saber reconhecer os verdadeiros latifundiários, ou seja, os verdadeiros donos dessas terras tupiniquins. Nos verdadeiros latifundiários, não existia fome, não existia falta de terra, nem sem terra. Na época em que Iñandejara governava os céus e a terra, não havia carestia, não havia miséria, não havia armas de fogo, não havia índios. Menos ainda, existia um “Deus acima de todos”, pois Iñandejara estava “junto” de todos. Haviam, de fato, brasileiros….

Aproveito esse grito para solidarizar com os povos Kaiowá, Guarani, Kinikinau e Terenas, que são nações originais do Mato Grosso do Sul. Agradeço a eles por terem cuidado tão bem dessa terra que hoje, com tanta facilidade destruo dia pós dia. Agradeço por terem conservado as águas, as matas e os animais que são atropelados no Lago do Amor. Esses são meus avós, tataravós que, dia pós dia, estão sendo esquecidos pelo cano da bala, pela difamação, pela desapropriação egoísta, pelo crescimento da economia. Pois eles atrasam a economia do país, eles são culpados pela miséria dessa nação, são violentos, preguiçosos, e fazem arruaça.

Nós, da Paróquia da Inclusão – IEAB, aproveitamos esse dia para dizer Não as barbaridades que esses povos tem sofrido em nosso Estado. É inaceitável o modo como os verdadeiros latifundiários desse país são tratados: a base de bíblia e de bala. Queremos conclamar as autoridades públicas que sejam mais firmes contra as violências praticadas a esses povos. E dizer que é uma vergonha ser cristão, se sob esse título não estiver uma profunda identificação com nossos avós, tios, tataravós, etc. Em tempos como os nossos, não precisamos de bíblias, precisamos que Iñanderu volte e reine novamente sobre a terra!

Via: Paróquia da Inclusão-IEAB

Jovens brasileiras participam do encontro de Jovens Episcopais no Panamá

seg, 2019-07-29 10:20
Entre os dias 17 a 19 de julho, aconteceu na cidade do Panamá o Encontro de Jóvenes Episcopales (Encontro de Jovens Episcopais) organizado pela IX Província em conjunto com a IARCA (Iglesia Anglicana de la Region Central de America). Participaram do evento jovens do Panamá, Honduras, República Dominicana, Colômbia, Cuba, Porto Rico, México, Estados Unidos, Equador e Brasil. A celebração de abertura contou com a pregação do Bispo Presidente da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, Revmo. Michael Curry. Em seu sermão: “Não tenha vergonha de ser jovem. Siga Jesus e ame”, em sintonia com o lema do Evento “El camino del amor” (O caminho do amor), o Bispo salientou que, em momentos de conflitos, devemos sempre seguir o caminho do amor em nossas vidas, logo, seguir a Jesus, porque Deus é amor. Durante o encontro, os jovens tiveram à sua disposição quatro oficinas com os seguintes temas: Cuidado com a Criação, Liderança, Evangelismo e Reconciliação Racial, podendo participar de três delas. A delegação brasileira foi representada pelas jovens Diana Linhares (Diocese Anglicana do Recife), Paula Mello (Diocese Meridional) e Yarana Borges (Diocese Anglicana de Pelotas), membros do Grupo de Trabalho das Juventudes. Ao decorrer do EJE, os jovens tiveram tempo de reflexão e aprendizagem acerca dos ensinamentos do Evangelho de Jesus bem como partilharam sua cultura e experiência de fé em um espaço acolhedor.

DASP elege bispo Coadjutor

ter, 2019-07-09 16:43

Foto: Divulgação

Na manhã desta terça feira (09) foi eleito em concílio extraordinário para bispo coadjutor da Diocese Anglicana de São Paulo (DASP) o Reverendo Cézar Fernandes Alves. O Reverendo Cézar está atualmente reitor da Paróquia São João, em São Paulo desde de 2002. Nasceu em Quixeramobim no Ceará e foi ordenado diácono em julho de 1995 e presbítero em junho de 1996, exerceu seu ministério em várias paróquias da IEAB.

O clérigo possui especialização em anglicanismo pelo Centro Anglicano de Birminghan na Inglaterra, MBA e  pós graduação em  Mindfulness. A eleição deverá passar pela homologação da Câmara Episcopal e dos Conselhos Diocesanos para então ser agendada a Cerimônia de Sagração. Parabéns ao Reverendo Cézar que Deus abençoe seu ministério.

Secretaria Geral da IEAB

Texto: Nilo Junior

LGBTI+, Congresso

qua, 2019-06-26 14:51

LGBTI+, Congresso

Paróquia da Trindade promove Congresso LGBTI+ em São Paulo

qua, 2019-06-26 14:04
Entre os dias 19 e 23 de junho a Paróquia da Santíssima Trindade da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil em São Paulo promoveu e acolheu o 1° Congresso Igrejas e Comunidades LGBTI+ em parceria com Koinonia Presença Ecumênica. O Congresso reuniu diversas lideranças políticas, movimentos sociais e de defesa dos direitos humanos, pessoas que pesquisam ou são interessadas na relação entre espiritualidade e questões LGBTI+ , e religiosas de diferentes comunidades de fé que puderam compartilhar suas experiências com outras comunidades e grupos. Tratando de temas como saúde, política e inclusão. No atual contexto as comunidades têm diferentes posições nas questões envolvendo suas espiritualidades e a diversidade sexual de gênero. Ora apoiando e acolhendo, ora excluindo ou invisibilizando seus fiéis e suas lideranças, tornando, ou não, seus espaços religiosos seguros. Os desafios do acolhimento as pessoas da comunidade LGTBI+ em igrejas e espaços religiosos tem sido uma real necessidade, para essas pessoas que também tem o direito de viver sua fé e serem respeitadas, mas, nem sempre se sentem seguras, temendo serem excluídas ou até mesmo sendo alvo de violências de todo tipo. De acordo com o Reverendo Arthur Cavalcante, reitor da Paróquia da Santíssima Trindade, a ideia de um Congresso surgiu no final do ano passado, pela conjuntura que estávamos atravessando no país, na esfera social, econômica, religiosa e política. “A pergunta era o que podia ser feito para trazer esperança na caminhada de nossas pessoas fiéis? O Congresso surge como uma proposta de usarmos a nossa experiência de Paróquia a serviço das pessoas, irmãs de fé e de luz aos movimentos sociais. Acredito que o Congresso alcançou plenamente seus objetivos.” Segundo o reverendo foi uma proposta que não só usou as ferramentas/expertises teológicas da IEAB, como também o exercício do ethos anglicano, somado ao jeito da comunidade local de tratar assuntos tão delicados de forma prática e pastoral na última década. A experiencia da Paróquia da Trindade em lidar com determinados temas gerou uma confiança de entidades parceiras e gentes que militam em diferentes espaços. “A IEAB, através da JUNET, foi uma grande parceira ao confiar em nós a responsabilidade de realizar algo grande e com poucos recursos iniciais. Reunir mais de 230 pessoas durante todo o evento não é brincadeira em tempos tão desafiadores como o nosso.” Destacou Arthur. O congresso recebeu pessoas das Dioceses Meridional, Paraná, Rio de Janeiro, Recife, Amazônia, São Paulo, Distrito Missionário, bem como a presença de pessoas de diversos estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Brasília e Pará. Gente que de outros países como Escócia, EUA e Argentina.

Rev. Carla E. Roland Guzmán, PhD, Rector Episcopal Church of St. Matthew and St. Timothy

De acordo com a Reverenda Carla E. Roland Guzmán, da Igreja Episcopal dos Estados Unidos e coordenadora da Fé, família, Igualdade: latinx Roundtable (um programa de CLGS) O insight e a complexidade das apresentações e participação foram inigualáveis, mesmo em comparação com outros congressos em todo o mundo. As perspectivas teológica, acadêmica e de base, contextual, interseccional, pastoral e libertadora da comunidade foram abordadas a partir de uma variedade de perspectivas progressistas, ecumênicas e inter-religiosas. “Para a Comunhão Anglicana e outros contextos, o congresso deve ser visto como um modelo de como abordar, em diálogo, uma conversa de direitos LGBTI + em todo o mundo, de uma perspectiva religiosa, social e política. Isso permite que posições teológicas progressistas sobre questões LGBTI+ tenham um espaço que possa desafiar os diálogos discursivos sequestrados pela direita.” disse Guzmán.

O evento correu na semana da Parada LGBTI+ de São Paulo, que este ano comemorou os 50 anos de Stonewall, diversos religiosos e pessoas ligadas a comunidades inclusivas participaram , no domingo, da Parada  no “Bloco Gente de Fé” contra a lgbtifobia.  Ao final foi redigida a  Carta de São Paulo e realizada a celebração de todas as Fés. Texto: Nilo Junior, Secretaria Geral Fotos do Congresso